
Quando eu era pequena a esta flor chamava-lhe brincos,hoje ainda não sei qual o seu verdadeiro nome,também não me informei.
Cortávamos os brincos com muito cuidado e
pendurávamos por cima das orelhas que era
a unica maneira de eles se segurarem e,
passávamos horas a brincar e a imaginar como seriamos quando
crescêssemos.Claro que os brincos não eram todos da mesma cor mas nunca nos
zangávamos por tão pouco.Havia sempre
brincos que davam para todas.Não
éramos assim tantas , a Paula,Cristina ,A Graça e eu!De vez em quando apareciam o Belarmino , o
Luís e o meu irmão que, nos ajudavam a cortar os brincos porque eles achavam que as flores tinham de ser arrancadas com muito jeitinho, coisa que eles pensavam que nós não
tínhamos.Passávamos algum tempo nestas brincadeiras inocentes,e
passávamos logo a outras brincadeiras habituais para aquela época,
jogávamos ao lencinho,ás escondidas, corridas com os aros das rodas de bicicletas com um pau para os fazer rolar ,e, jogar
basquete com uma qualquer bola na entrada da quinta das
Romeiras(fica na Casa Branca , Coimbra).O "o" das
Romeiras era o cesto!
Bons tempos estes
em que tudo corria bem e
contentava- mo-nos com pouco,
refilávamos dizíamos disparates, mas, não me lembro de algum de nós dizer asneiras, como hoje se ouve em qualquer lugar a
miúdos de 7 e 8 e por aí fora(esta era a idade que nós
tínhamos).Eram brincadeiras
saudáveis , normais afinal as brincadeiras que havia, sem computadores,
telemóveis ,
psp, e outras complicações ...
Era tão fácil e
saudável...